quarta-feira, março 22, 2017

Fences - Um Limite Entre Nós

Nos últimos anos , Denzel Washington tinha se dedicado a filmes comerciais, coisas simplórias que na maioria das vezes nem na sessão da tarde chega a passar, parecia que estava cansado de grandes filmes, como Malcoln X, Hurricane, Um Grito de Liberdade, entre outros que fizeram dele no período de 1989 a 2009 um dos grandes do cinema mundial, e que fez dele na minha opinião o melhor ator vivo (lembrando que o melhor de todos os tempos na minha opinião é Marlon Brando).

Mas ai como sempre acontece no Brasil, ao assistir ao Oscar que tinha vários filmes que nem tinham aparecido por aqui ainda, o vejo concorrendo novamente como melhor ator e diretor por Fences.


Em principio, mesmo depois da Viola Davis ter ganho como melhor atriz, continuei ignorando o filme pois pelo trailer me parecida bem chato e a história não parecia interessante, coisas que uma montagem ruim em um trailer podem fazer com você. Ledo engano.

De certa maneira foi até bom não ter lido, ou visto mais informações sobre o filme, pois se tornou mais um daqueles que me causaram grande impacto, por achar que viria um filme simples e acabei vendo uma obra de arte. (Já tinha acontecido coisa parecida comigo em Matrix que achava que seria apenas mais um filme de ficção e com "Procura-se um amigo para o fim do mundo" que mudou minha imagem do Steve Carrel").

O filme é baseado na peça de August Wilson , que inclusive foi encenada pelo excelente James Earl Jones na década de 80 nos EUA, e que já nos anos 2000 pelo próprio Denzel.

No filme (sim agora spoiler...) Denzel faz Troy Maxson, ex- jogador de baseball frustrado por não conseguido uma carreira e que agora anos depois, trabalha como lixeiro (coleta de lixo) nas ruas de uma Pittsburgh  nos anos 50 pós guerra. Seu filho quer ser jogador de futebol americano, entretando o cabeça dura do Troy quer que ele trabalhe e seja alguém na vida, frustrando tambem a carreira do filho. Em paralelo, sua esposa (uma excelente Viola Davis) faz de tudo para agradar o marido mandão, cabeça dura e que só enxerga as coisas pelo seu ponto de vista. Achando sempre que os filhos (ele tem um outro filho mais velho que não cresceu com ele e só aparece as vezes) joga toda sua frustração por não ter sido uma pessoa melhor, em seus filhos e mulher.

Uma atenção especial tem de ser dado a dois papeis fortes no filme, que fazem Denzel melhor ainda... o da esposa vivida por Viola Davis e do irmão com problemas mentais vivido pelo Mykelti  Williamson (esse demorou eu lembrar de qual filme o conhecia... depois de muito tempo lembrei do Bubba amigo do Forrest Gump no Vietna).

Com um texto bem atual, mostra bem os EUA dos anos 50 pré luta pelos direitos civis, com pais durões, severos e que muitas vezes transportavam para os filhos suas frustrações. 

O nome original do filme Fences (que é "cerca" em inglês) é bem o clima do que acontece, a cerca serve como uma maneira de unir a família na cabeça de Troy e de protege-la , mas que serve com o um meio de separa-lo da felicidade que vê do outro lado dela. 

Um filme sem trilha sonora, com poucos cenários (exatamente como no teatro) , lento, com diálogos longuíssimos, ótimas interpretações , é bem distinto do que vemos no cinema nos últimos anos, e que ao mesmo tempo o faz genial. Merecia mais do que o Oscar de atriz coadjuvante ganho por Viola Davis. Para poucos, provavelmente ignorado do grande público (na sala que assisti ontem haviam apenas 12 pessoas) mas com certeza um dos geniais da história do cinema. 








terça-feira, março 14, 2017

Fome de Poder

Um filme sobre o McDonalds não é um filme sobre os diversos problemas que comer fast food todos os dias acarreta, pra isso já existe o Super Size Me de alguns anos atrás... e sim a parte empresarial do fenômeno da comida rápida.

Já conhecia um pouco sobre Ray Kroc, "fundador" da rede, como é vendido no site deles, mas o filme aprofunda não só as táticas de crescimento das franquias, mas como Kroc conseguiu tirar a rede dos dois irmãos fundadores, Dick e Mac McDonalds.

Inegável é que se o McDonalds é o monstro empresarial que é hoje, depende muito mais da persistencia de Ray Kroc do que da "vontade" dos irmãos.

Um filme que alterna entre o lento que ser torna muito cansativo se você não se interessa pela área de Administração, mas que contará de uma maneira bem clara que nem sempre crescer do nada será de uma maneira simples e honesta.

Mas se seu interesse é em administração, finanças e crescimento empresarial , vendo todos os perrengues que podem acontecer, tá ai seu filme. 

Vale assistir, pra entender como uma lojinha de lanches rápidos de dois irmãos, se tornou um mega negócio com mais de 40 mil lojas em todo o mundo, e faturamento de bilhões de dólares. 

E Michael Keaton está ótimo como sempre, interpretando Ray Kroc e seu "self-made man" pelo seu ponto de vista.

Trailer






segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Estrelas Além do Tempo

Filmes baseados em fatos reais de certa maneira estão cheios por ai... a diferença é o tempo que se leva para descobrir e contar a história. 

Muitos filmes já foram feitos sobre as lutas raciais nos EUA nas décadas de 50/60, mas quase todos tem como figura principal (ou pano de fundo) Luther King, Malcolm X entre outros. 

Aqui a história é um pouco diferente, apesar do pano de fundo ser o mesmo. 

No início da década  de 60, a corrida espacial entre os EUA e a URSS era acirradíssima, pois se entendia que seria possível colocar satélites para controlar o que o outro fazia,entre outras coisas, além de enviar pessoas ao espaço, coisa que a URSS ja tinham feito com cadela Laika e pouco tempo depois com Yuri Gagarin. 

A partir dessa premissa, imagine a correria para colocar um astronauta no espaço (e que culminaria na chegada da Apollo 11 na Lua) onde  três mulheres negras em plena década de 60 ,mas  matemáticas brilhantes porém com pouco acesso ao programa espacial, apenas pelo racismo da época, se encaixariam? 

O filme poderia caminhar por essa estrada mais fácil (do racismo direto) mas prefere mostrar a luta das três mulheres para serem aceitas como iguais em um ambiente totalmente inóspito na época pois, além de não terem mulheres, muito menos mulheres negras na NASA. 

Um filme muitas vezes sutil, forte , direto e claramente mostrando que o talento as vezes consegue ultrapassar o preconceito. 

E obviamente uma homenagem a  Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) pioneiras , antes da era da informatica (mas que já estava presente , ainda com enormes Mainframes da IBM mas que por falta de tecnologia ainda eram menos tecnologicos que qualquer calculadora que temos na gaveta hoje em dia) e que com suas contribuições entraram para a  história. 

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sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Beleza Oculta

Alguns filmes te prendem pelo trailer, sempre muito bem pensado e que muitas vezes não representam a "realidade " referente ao filme e, outras vezes o trailer não faz 'jus' ao filme, sendo que o filme é muitas vezes melhor. 

Em Beleza Oculta, o é uma das poucas vezes que o trailer e o filme batem perfeitamente.

Will Smith parece que nos últimos anos enveredou para uma carreira digamos "séria" nos cinemas, com menos comédias e mais filme pra pensar. Alguns de gosto duvidoso como "Depois da Terra"(clique)  onde a química entre ele e o filho não batem, outros que dão certo como "Golpe Duplo" (clique) que apesar de parecer não ter ido bem nos cinema, foi muito bom... ou o ótimo "Um homem entre gigantes" (clique) baseado em fatos reais, onde ele apresenta uma ótima atuação. 

Apesar de alguns terem tons dramáticos, nenhum chega perto do atual.

Em Beleza Oculta (sim agora e´spoiler...) ele faz um acionista majoritário em uma empresa de sucesso, que fica deveras deprimido em virtude da morte de sua filha. Com o intuito de ajudá-lo a sair desse estado, seus amigos (e também acionistas da empresa) contratam três atores para encarnarem os seus três principais tópicos que geriam sua vida: Amor, tempo e a morte. 

Um filme que alterna momentos ótimos na relação dos personagens com a vida, ao mesmo tempo que vamos descobrindo aos poucos como funciona a cabeça do personagem de Will Smith, como ele fará para conseguir sair do estado de "choque" que ele se encontra. 

Um filme mais sensível, bonito e pouco previsível do que parece a principio, com participações pontuais de ótimos atores (como Eduard Norton, Keria knightley, Kate Winslet e a sempre ótima Helen Mirren) que dão todo apoio ao filme, na progressiva carreira com poucas derrapagens de Will Smith. 

Mas não se engane... é um filme baseado na dor do personagem. Então está la toda a carga dramática que a perca de um filho pode deixar . E principalmente sobre deixarmos o tempo "um presente, como dizem no tempo" passar por causa de nossas frustrações, amores perdidos, etc.. 

Um filme que deve ser massacrado pela critica especializada, visto que parte para o dramalhão, com músicas pontuais e nem sempre parecem fazer parte da cena, e com um certo desperdício do elento "estelar" que conseguiram reunir.

É daqueles filmes que você fica com a sensação de que poderiam ter aprofundado mais os temas, os personagens, mas nem por isso deixa de ser interessante. 

Trailer




quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Mundos Opostos

Hoje em dia está cada vez mais difícil assistir filmes de fora do circuito de Hollywood, pois as salas em SP são dominadas pelas redes Playarte, Cinemark e UCI que praticamente passam os mesmos filmes, quando aparece algo diferente é bem louvável.

Faz uns três anos que descobri umas salas mais "especiais", digo com cadeiras maiores, atendimento mais personalizado e principalmente conforto bem maior do que as já conhecidas cadeiras apertadas de alguns cinemas,e claro... cobram e bem por isso.. mas com descontos (no meu caso Itaucard) não fica tão pesado...

O playarte Splendor no Shopping Paulista é uma dessas, e de tem tempos em tempos coloca em sua programação alguns filmes fora dos tradicionais Blockbusters do mercado.

Foi exatamente nesse ínterim que vi "Mundo Opostos" um filme bem fora de circuito.

O filme (sim spoiler ... ) se passa na Grécia atual, e é claramente bem pontual , sobre o momento politico que o país vive e principalmente as diversas situações que estão acontecendo por causa da imigração em massa que está ocorrendo pra la.

O filme é parte em grego e parte em inglês, possivelmente com a intenção de interagir com outras partes do mundo que não só a Grécia.

O filme tem tres histórias interligadas, que se passam em situações totalmente diferentes uma da outra, entretanto a ligação entre elas é mais óbvia que possa parecer, em alguns momentos beirando o cliche.

A presença de J.K.Simmons fazendo o papel de um imigrante alemão que decide viver na Grécia após a aposentadoria, faz a ligação do país com o mundo hollywoodiano por assim dizer, e principalmente por se tratar de um papel bem mais leve dos que ele vem protagonizando (e até concorrendo aos Oscar) ultimamente.

Entre relacionamentos amorosos, separações , amores não correspondidos a narrativa vai se costurando lentamente até o desfecho final.

Enquanto uma garota se apaixona por um imigrante Sirio, um velho comerciante revoltado por achar que os imigrantes que levaram sua empresa a falencia e entra para um grupo xenofóbico , um funcionário de uma empresa de publicidade que se vê em uma dilema , todos se relacionam, sempre entre um local e uma pessoa de outra nacionalidade, sempre com o olhar do local sobre o estrangeiro que está ali para aproveitar o momento da Grécia de alguma maneira. Uma ligação entre o país com os dois lados da moeda, dos imigrantes ilegais e dos europeus que aproveitam pra comprar empresas gregas em situação financeira ruim, nos leva a ver de maneiras diferentes a relação deles com os estrangeiros.

Uma relação clara entre a Grécia com os países menos desenvolvidos (para onde o imigrante vai tentar uma vida melhor) e com os país mais desenvolvidos (onde o imigrante vai passar as férias ou fazer negócios) .

Um filme que apesar de tocar em temas pesados, é bem agradável aos espectador, talvez em uma tentativa de fazer uma ligação com as pessoas de fora da Grécia , para entenderem seus problemas e traçar paralelos com outros países (impossível não fazer ligações obvias com EUA, Brasil, Alemanha, etc...) e com um desfecho que deixa muitas idéias abertas a reflexão.

E claro não deixam de mostrar as belezas da Grécia.

Um filme a ver.

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sexta-feira, janeiro 27, 2017

A chegada

Filmes de ficção cientifica , pelo menos nos últimos 10 anos beiram sempre ao previsível... alienígenas que vem destruir a terra, exércitos sempre capitaneados pelos EUA protegendo o planeta.,.. isso quando não aparece Thor e Cia pra ajudar...

Acho que neste sentido, "A Chegada" se torna um filme totalmente diferente e estranho a esse meio, por levar para um lado mais "sutil" do contato com possíveis alienígenas. Digamos que ele está para uma ficção mais voltada a Isaac Asimov .

No filme (sim spoiler...) uma Amy Adams professora e meio desconexa com o mundo, chega a faculdade para um dia como o outro qualquer de trabalho e é informada que o planeta praticamente parou por causa da chegada de diversas naves alienigenas a Terra.

Com a intenção de se comunicar com os recém chegados, ela é convocada (como linguista) com a ajuda de um matemático (Jeremy Renner) e tem de responder a pergunta mais relevante: "O que voces querem aqui?"

O filme aproveita a premissa pra mostrar as diferenças politicas entre os países, uns perto de atacarem as naves por acharem que são agressivas,  e um perigo aos seus governos (como se os EUA não fosse pensar assim tambem.... ) e as obvias diferenças culturais entre eles.

O clima tenso, a atmosfera com gravidade variante e a sutileza dão um tom menos solene e mais cientifico ao filme.

Um dos poucos filmes de ficção cientifica que conseguem debater o tema da condição humana (como lidamos com nossas expectativas e como percebemos a passagem do tempo) e de como lidamos com o desconhecido sem cair no cliché.

Um ótimo filme, a ver.

Trailer




sexta-feira, dezembro 02, 2016

Dr. Estranho

Transportar para o cinema o universo dos quadrinhos já é uma tarefa pra lá de hercúlea, pois além dos fãs (fanáticos) dos quadrinhos, você tem de agradar todo um novo publico que não acompanha os quadrinhos mas que espera que o filme siga um pouco do 'Universo Marvel" que acontece desde o primeiro Homem de Ferro de 2008.

Agora imagina um personagem que envolve magia, com a complexidade que faz um ótimo editor de computação gráfica subir pelas paredes... então você tem Dr. Estranho.

Vou explicar... Dr. Estranho é diferente dos heróis da Marvel, pois ele trabalha em um universo de magia e feitiçaria, caminho bem diferente dos heróis "extra fortes" como Hulk ou Thor... planos tridimensionais, outros planetas e dimensões, só pra ter uma ideia pra onde toda a história caminha.

Em um dos filmes mais complexos da Marvel, Dr. Estranho destoa (pra melhor) totalmente do universo Marvel, mas sem perder a qualidade técnica adquirida nos últimos anos. 

Lidar com a mortalidade e as limitações físicas do corpo humano, nunca foi um campo fácil para "super heróis" que estão acima da possibilidade de morte. Ai que este filme entra e consegue brilhantemente se encaixar.

No filme (spoiler...) Dr. Estranho é um brilhante cirurgião (arrogante e com ego super inflado) que basicamente 'passeia' no hospital onde trabalha (e ensina) com algum outros médicos menos brilhantes do que ele (que deixa claro a todo instante isso) e entre uma cirurgia e outra, flerta com sua amiga/amante e escolhe previamente quem merece ser atendido pelo seu "talento".

Após uma noite de trabalho, a caminho de uma apresentação/festa, vê seu mundo virar de cabeça pra baixo ao se acidentar com seu belo carro esportivo, onde capotando diversas vezes, tem fraturas múltiplas nas mãos, o que claramente o impedirá de voltar a ser um brilhante cirurgião. 

Louco em sua tentativa de cura, se vê em um impasse, pois mesmo depois de diversas cirurgias, não consegue melhorar, mas durante a sua fisioterapia conhece a história de um paciente paraplégico que voltou a andar.

Em seu encontro com o paciente curado, ouve o que menos acredita na vida... que foi curado por "magia" entendendo como fé além do que sua razão médica pode aceitar. 

Mesmo em dúvida sobre o tratamento, utiliza seus últimos recursos para ir ao Nepal, procurar o tal "tratamento", e se ve de cara com uma anciã que depois de um momento de duvidas (afinal ela conhece um médico arrogante , pretensioso e desrespeitoso com seus métodos) aceita ajudar o Dr., mas para isso ele terá de rever toda sua cultura , crenças e aprendizados .

O longo aprendizado do Dr. Estranho se faz através de um mundo mistico, muito diferente do que está acostumado no seu dia a dia. Mas a partir do momento que começa a abrir sua mente, conhece um universo totalmente diferente do "racional" que está acostumado. 

Um filme com pretensões enormes, pois além  de ser porta de entrada para todo um novo universo dentro da Marvel, também faz a ponte com os heróis já conhecidos, pra isso fique até o final da sessão... final mesmo. 

Uma ótima escolha foi Benedict Cumberbatch, versátil ator que já fez trabalhos lindos em Star Trek e O jogo da imitação , fora séries em que é bem presente na tv  a cabo.

Para os que esperam ação, ela está la mas bem mais comedida do que em filmes como Os Vingadores por exemplo, e é bem mais confuso , explicativo e lento que os demais filmes da Marvel. 

Um a viagem mistica, entre a vida e morte, superação e a possibilidade de se aprender mais do que aquilo que está a sua frente. Lidar com o desconhecido, sem limitar seu conhecimento.

A ver. Trailer.



sexta-feira, novembro 11, 2016

Inferno

Na linha das continuações, que as produtoras adoraram nos últimos anos, talvez a dos filmes baseados nas obras de Dan Brown sejam as mais coerentes. 

Não que os filmes sejam excelentes... são bons, mas nada que mereça tanto uma triologia. 

Entendo que na época de "´Código da Vinci"em 2006, havia toda uma expectativa, talvez maior até da igreja pra ver como ela seria retratada no cinema , em filmes que digamos não são tão 'gentis' com a igreja católica.

Mas no terceiro filme acho que a magia perdeu a força, apesar dos esforços de Tom Hanks e cia, o filme está entre o razoável e bom...

As histórias baseadas em temas ligados a Idade média (desde o primeiro filme), tiveram seu lugar, mas agora soam um pouco repetitivos em função dos dois anteriores. 

No filme (sim...spoiler..) Langdon desta vez se envolve com uma trama entre um milionário que prega o fim do mundo através de uma bactéria que seria lançada no ar, atingindo bilhões de pessoas da noite para o dia... e uma obsessão por Dante Alighieri (se leu A Divina Comédia vai entender as referencias) .

A diferença entre os outros filmes, é que aqui Langdon tem a OMS em seu encalço , bem como além da Itália, vai pra Turquia entre outros locais pra tentar conter o mal. 

Em um filme razoável o que acaba chamando mais a atenção é a computação gráfica, aqui sim bem usada para mostrar as alucinações de Langdon. 

Um filme a ver. Mas se a ideia são continuações futuras, vão ter de se esforçar no próximo. 

Trailer





terça-feira, novembro 01, 2016

O Contador

Um filme incomum. Assim daria pra definir em um primeiro momento " O Contador" .

O mais estranho é que sempre fiquei com o pé atras com filmes estrelados pelo Ben Affleck.

Vou explicar... lá em idos de 2003 ele pegou um dos melhores personagens dos quadrinhos , o Demolidor, e destruiu o filme... levando com ele bons atores como Colin Farell , Jennifer Garner e o gigante ( mais no tamanho do que no talento) Michael Clarke Duncan, para uma enorme furada tanto de roteiro como de efeitos especiais.

Depois de muitos anos, ele faz o bom "Argo" e faz um convincente Batman em "Batman x Superman, mas mesmo assim sempre achei ele um ator mediano.

Ai vejo um ótimo trailer, com cenas de primeira linha e o que parecia ser um ótimo roteiro estrelado pelo Ben Affleck... obviamente fui com o pé atrás, já achando que ele iria estragar outro filme... 

Mas me enganei enormemente.

Uma grande atuação, história de primeira com talvez sequencias (pelo menos o roteiro deixa isso em aberto , seguindo o caminho trilhado pelo seu amigo Matt Damon) talvez faça ele ganhar um Oscar no começo de 2017.

No filme (sim ...demorou mas agora spoiler...) Ben Affleck faz Christian Wolff, um garoto que se torna um adulto com um tipo muito especifico de autismo, o que o leva a ser um gênio das finanças, mas seu passado esconde diversas facetas que vamos descobrindo no decorrer do filme.

Como não era muito sociável, o pai lhe impõe um treinamento militar, para que possa se defender tanto na infância como já adulto, das dificuldades que sua falta de sociabilidade traria por causa de sua condição.

Trabalhando em negócios pra la de suspeitos, passa a ser seguido por um funcionário do governo (feito pelo ótimo J.K. Simmons) , aos poucos vai mostrando que sua personalidade está muito mais preparada para o perigo do que simplesmente o seus afazeres de contador.

Um filme por momentos lentos, explicativos, mas com um grande feito, de mostrar de uma maneria diferente as dificuldades de uma pessoa com autismo.

Um filme que entrega muito mais que o trailer mostra. Claro que tem seus clichês, momentos engraçadinhos, e tudo mais para amarrar o roteiro, mas surpreendente como resultado final.

A trilha do filme também é ótima... com uma música que ficou famosa no Vanilla Sky.

A ver

Trailer



segunda-feira, outubro 17, 2016

Festa da Salsicha

Primeiro, não levem as crianças ao cinema. 

Se assistiu a TED tem uma ideia do que estou falando. 

A animação "A Festa da Salsicha" pode até enganar em um primeiro momento, mas a ideia aqui é mostrar a visão dos alimentos a partir de um Supermercado, quando esperam para ser levados pelos "Deuses" (nós) para a casa , achando que serão bem tratados para sempre.... ledo engano. 

Quando fui ao cinema, o que mais vi era um monte de desavisados esperando ver um filme bonitinho,  isso que dá não ler a sinopse ou ver os trailers... inclusive tinha uma familia com uma criança de menos de 5 anos que além de não entender nada (filme legendado) passou filme todo chorando....

O filme (sim a partir daqui Spoiler....) um pacote de salsichas e um de bisnagas (tradução ruim para o pão de cachorro quente) ficam pensando em um futuro juntos na casa de seus compradores, achando que lá serão bem tratados pois os veem como deuses... 

Até que um pote de maionese devolvida volta a prateleira e tenta contar para todos que a história é bem diferente do que todos imaginam... a partir dai o filme se torna o mais surreal possível. 

Pra se ter uma ideia o vilão da história é uma chuca (vai procurar no Google..)

Reparem as diversas homenagens (alusões) a filmes famosos , como O Resgate do Soldado Ryan por exemplo. 

Primeiro deixam claro a critica as religiões, através da promessa de paraíso, tirada deles a partir do momento que a salsicha descobre a "verdade". 

São diversas alusões a sexo, com um pão de cachorro quente gordinha e sensual, com uma taco em sua cola, fazendo cara de tesão atras dela, enquanto dois inimigos (alusão clara a árabes e judeus) enquanto discutem suas diferenças, veem que são mais semelhanças do que diferenças.

Para tentar descobrir o que acontecerá com eles, vão até os imortais (alimentos sem data de validade) que lhe contam tudo , debaixo de muita maconha e rituais que lembram os indígenas...

Tudo baseado na tolerância entre tudo (religiões, sexuais,etc...) que levam ao ápice final do filme. 

Piadas pesadíssimas , muito palavrão e sexo explicito... e sim é uma animação !!!

No meu ponto de vista, um ótimo filme sobre tolerância e diversidade... o final diz tudo. 

Para os mais conservadores... fujam. Para quem quer dar boas risadas, serão garantidas. 

Trailer - Todos que saíram pra cinema, pra lembrar que não é pra crianças.




sexta-feira, setembro 30, 2016

Sete Homens e um Destino

Retomar a um estilo que a muito tempo não faz sucesso no cinema é super arriscado, ainda por cima quando falamos de Westerns, que tem ídolos máximos já enraizados a muitos anos na cultura popular, como John Wayne, Lee Marvin,etc...

Quando vi o trailer de"Sete Homens e um Destino" , que no fundo é um remake do famoso filme da década de 1960 e um dos maiores clássicos do cinema, pensei que tudo poderia dar errado, mas no final acertaram e bem no filme.

No filme (sim...spoiler...) uma pequena cidade é aterrorizada por uma mineradora de ouro que consegue uma concessão em suas proximidades, e o dono da mineiradora com toda a força que as armas lhe dão (estamos na segunda metade do século XIX, ou seja, tudo resolvido na bala) tenta da pior maneira fazer com que os pequenos fazendeiros da região lhe vendam suas terras a preço de banana.

Sem muito o que fazer, ao ver um pistoleiro que na verdade era um oficial da lei atras de um bandido escondido (como barman) na cidade, quando descobrirem sua identidade,vão a seu encontro tentar que ele faça justiça (ou vingança) para o pequeno vilarejo. 

O filme começa bem, os sete renegados do título são bons atores, entretanto a junção étnica daria uma série de histórias paralelas, pois o oficial é Denzel Washington que é negro , o ajudante direto um mexicano fugitivo, o outro um índio comanche, o outro  um ex-confederado que tem como ajudante um chines... e por ai vai... mas sem nenhuma menção a isso em um Oeste norte americano  do final do século XIX? Só de chegar o Denzel será em  todo preconceito envolvido nas figuras que ajudariam a cidade?

Bom deixando esta parte de lado, um remake atualizado ,mas sem grandes novidades, com ótima fotografia,cenas de ação de primeira linha, que convencem sem comparações com o original (ou originais já que o da década de 60 também é um remake nos EUA de Os sete samurais...).

Permeado de boa vontade, é um recomeço para um estilo de filme a muito esquecido (o último grande western que lembro foi Os Imperdoáveis de 1992) mas que deixa a desejar no quesito de novidade, pois espaço para abranger mais a história tinha de sobra.

Mas a presença de Denzel, Chris Pratt , Ethan Hawke em boas atuações compensam a falta de originalidade. 

A ver. Trailer




Top Gun : Maverick

  Se você cresceu entre a década de 1980 e 1990, é impossível que não tenha visto ao menos uma vez aquele filme que traz , além de uma mega ...