sábado, dezembro 27, 2014

Boa Noite, Boa Sorte

A história dos EUA sempre é vista por diversos ângulos. No caso, o Macartismo foi um dos momentos mais obscuros da luta contra o "comunismo" pós segunda guerra.

Durante alguns anos do final dos anos 40 até meados do meio dos 50, foi uma caça as bruxas, com diversas acusações sem provas claras, acusados perdendo emprego, veículos de comunicação acuados, e muitos jornalistas e artistas na fúria contra o senador Joseph McCarty, o pivô de toda a bagunça. 

Até 1950 ele era um senador obscuro e sem aparecer muito na mídia, mas a partir das diversas acusações a diversos escalões do governo, iniciou-se uma intensa patrulha contra o comunismo, com violação do direitos civis , e até de diversos membros do serviço público, como militares, cientistas, etc... o que levou muitos a prisão e até mesmo ao suicidio.... qualquer um que estivesse no caminho ou na mira de McCarty.

No filme "Boa Noite, Boa Sorte" dirigido por George Clooney de 2005, ele esmiúça principalmente a atuação do jornalista e ancora de um programa de televisão na CBS, Edward Murrow, que bate de frente com a atuação de McCarty.

Através de um grande confronto público, leva o senador a ter um direito de resposta no canal, que ao invés de explicar suas ações, apenas manda diversas acusações a Murrow, que usa toda sua audiência (e em contrapartida uma discussão em relação ao poder da recém criada televisão nos EUA), mostrando claramente as mentidas de McCarty, que o leva a ser desacreditado tanto pela opinião pública como pela mídia, levando o Senado dos EUA a abrir uma investigação sobre seus atos e métodos. 

Filme em preto e branco com muitos diálogos e atuações excelentes, talvez para um público menos acostumado a Blockbuster, pois com certeza os longos diálogos de Murrow ,  levarão ao cansaço. 

Mas um ótimo filme, que em sua época levou alguns prêmios, mesmo tendo sido feito para tv.

O discurso de Edward Murrow sobre a televisão, na década de 50 não deixa de ser profético, visto o show de horrores que é hoje tanto a tv aberta com a paga.

Trailer



segunda-feira, dezembro 08, 2014

Noé

Durante a segunda metade da década de 50, início da década de 60 , proliferaram filmes "biblicos" nos EUA, pra quem gosta de cinema, com certeza já viu Os 10 Mandamentos, Ben Hur, Barrabas, etc...

Mas era um tema esquecido pelo cinema nos últimos anos, até que resolveram fazer um filme sobre uma das figuras mais emblemáticas da "história" biblica. 

Dificil fazer um filme onde o roteiro já está praticamente escrito... basta ler o Velho Testamento e 90% do filme já vai estar por la. 

Na tentativa de fazer cinemão (ou Blockbuster como preferir) acho que esticaram demais a história, e Noé se torna mais cansativo do que épico. 

No filme, Noé é Russel Crowe (de Gladiador) ... (spoiler...) que quando criança vê seu pai ser morto pelos descendentes de Cain, mas é uma cena curta. 

Ai já passamos para um corte de muitos anos, Noé já adulto, pai de três filhos e a procura de um lugar ao sol pra sua familia, se vê incumbido após visitar seu avô (Matusalém, no filme interpretado por Antony Hopkins) que lhe ajuda a "ver" o caminho a seguir.

A partir do início da construção da arca, ele é ajudado por uns seres de pedra (explicados no decorrer do filme), e ao mesmo tempo se vê em apuros pois o "rei" local quer que seus "suditos" (tratados como capachos, com filhos mortos, mulheres estupradas e quem não lutar fica com fome) tentar tomar a arca a força de Noé. A partir dai vem o Diluvio e o resto da história praticamente todos já sabem.

A tantas referencias a religiões diversas (não só cristianismo) que fica meio difícil saber qual a linha de pensamento do diretor/roteirista do filme, e o uso do livro de Enoque (apócrifo) fica claro no decorrer do filme. Um filme cheio de lições de moral ( o próprio rei fala que Noé salva animais e deixa humanos se afogar como se todos fossem culpados) e de história de amor de seus filhos. Claro que a figura do bem contra o mal é o mais presente no longa.

Além de longo, acho que apesar de bom ator, Russel perdeu a mão neste filme, a evolução da loucura de Noé não é tão clara nas caras e bocas que ele apresenta, quase deixando a figura de Tubal-Cain(Ray Winstone que vive o rei) tomar o protagonismo em algumas cenas. O trailer mostra um lado de fé e divino , que o filme não explora completamente.

Um filme interessante, cansativo e mutias vezes chato, coisas da tentativa de criar um mega Blockbuster e ter um resultado mediano. Um filme a ver com os olhos do seguimento religioso de cada um, visto que levou pedrada de todo lado, seja de Muçulmanos, Cristãos ou Judeus. 

Trailer




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